Bye, bye, Amazônia

Capa do livro Bye, Bye, Amazônia

Capa do livro Bye, Bye, Amazônia

Incrível que esse livro, apesar de publicado em 1981 pela editora VOZES, ainda mantenha-se atual em sua sátira às grandes corporações e interesses excusos do capital internacional.

A AMAZÔNIA HOJE (prefácio do livro)

Abrangendo cerca de 58% do território pátrio, a denominada Amazônia Legal constitui, sem dúvida, o desafio maior, neste final de século, à capacidade de luta e de afirmação do povo brasileiro. Luta em defesa do patrimônio – histórico e econômico, especialmente – ali representado por longa tradição de coletividades que formaram política e culturalmente a Região, em que se concentram incomensuráveis recursos naturais, de toda a ordem, secularmente alvo da «cobiça internacional» na expressão do Mestre Artur Reis. Afirmação no empenho em transformar tais recursos potenciais em riquezas vivas, em benefício dos amazônidas, do Brasil e de toda a Humanidade, de acordo com a visão genial e profética de Humboldt.

Em análise, mesmo tão-só introdutória ao conhecimento da problemática da Amazônia, pode-se afirmar que quatro as pectos fundamentais estão a exigir mobilização atuante em prol de nossa integridade territorial e de nosso futuro como Nação soberana, economicamente independente e com seguras perspectivas de progresso, efetivo e global. Referimo-nos, é bom insistir: 1º) à incontestada e incontestável «invasão» da área pelas multinacionais, do que é exemplo mais flagrante o encravamento auto-intitulado Projeto Jari; 2º) à exploração mineral, de forma contrária a nossos interesses básicos, atividade em que preocupa o tratamento a aplicar na prodigiosa província mineral de Carajás; 3º) ao problema desafiante da ocupação da terra, com todas as suas implicações sociais e econômicas, particularmente a lesiva atuação das famigeradas empresas agropecuárias; 4º) à magna questão da floresta e de sua preservação, em termos ecológicos, e de criterioso usufruto, por brasileiros. e não de consumo depredatório.

Pois bem: tão importantes temas têm sido focalizados, crescentemente, por organizações patrióticas, entre as quais, e há 14 anos, a CNDDA, a cuja iniciativa se deve a publicação de vários textos elucidativos. A todo esse esforço. junta-se agora a «história em quadrinhos» resultante da vigilância nacionalista e democrática do grande artista que é José Geraldo, e de seus extraordinários dotes de desenhista servido por envolvente imaginação e lúcido conhecimento da realidade brasileira.

Aqui está seu livro: cabe-nos expressar-lhe congratulações. em nome da CNDDA, e manifestar nosso regozijo por mais este, e valioso, instrumento na campanha pela Amazônia. – Henrique Miranda

Desenho retirado de Bye, Bye Amazônia, de José Geraldo

Desenho do Zé Geraldo, de seu livro Bye, Bye Amazônia

“José Geraldo conta, em quadrinhos, a luta secular do Brasil contra a cobiça estrangeira, na região amazônica. Uma novela mais viva e mais emocionante do que as que se transmitem na televisão brasileira, e agravada pela circunstância de que os “bandidos” são mais numerosos que os “mocinhos”. Por isso é que José Geraldo deseja, com os quadrinhos que desenhou, fazer um apelo a todos os brasileiros para que o Brasil desperte e empenhe todos os seus esforços na defesa de interesses que estão em perigo, à imagem do famoso projeto Jari, que põe em risco a independência da Amazônia, para não dizer a do próprio Brasil”.
Barbosa Lima Sobrinho.

A respeito do último livro publicado pelo Zé geraldo: APRESSADO PARA NADA.

“Situado (…) no tempo e no espaço, a figura deste brasileiro maravilhoso que é o autor deste livro. Foi um privilégio tê-lo conhecido e estar convivendo com ele todo este tempo. Estou certo, de que sua história, além do prazer que proporcionará ao leitor, servirá como valioso subsídio para a compreensão do homem brasileiro e sua trajetória do século que passou”.
Ziraldo

“A atividade do autor é de tirar o fôlego, nasceu no Rio, o trabalho do pai levou-o à Minas, e, criança, conheceu quase todos os grandes quando ainda eram pequenos. Andou por Seca e Meca, no Brasil e no Mundo, esteve no meio artístico, esportivo, político – e muito mais. (…) Uma personalidade impossível de definir a não ser como sendo um retrato vivo – e sempre alegre – de uma época, uma cidade e um país”.
Millôr Fernandes

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