Publicado por: zegeraldo | 16 16UTC Junho 16UTC 2008

RESPOSTA A LUIZ SAINDENBERG

Criticando Leonel Brizola, obviamente pela sua atitude em defesa da legalidade democrática, quando numa entrevista à TV Rio na ocasião se pronunciou contra a invasão de Cuba pelo EUA, o indivíduo Luiz Saidenberg revela sua condição facista, com chulas analogias contra BRUCUTUS e ESQUERDA, insinuando que tanque na rua comandado por facção legalista do exército que impediu um golpe que acabou consolidando-se em 1964, fosse ato de força e populismo do então governador do Rio Grande. Não satisfeito, investe furiosamente contra minha administração na CETPA em Porto Alegre, a primeira cooperativa de artistas na América do Sul. Sem outro argumento além das conquistas amorosas do colega desenhista Zé Geraldo, procurou agredí-lo por qualquer meio, declarando que quem criou a cooperativa editora dos desenhistas foi Brizola.

A CETPA nasceu para coroar uma luta que vinha de longe, e a idéia de uma cooperativa de âmbito nacional foi do então presidente Jânio Quadros, que mandou o professor Mário Pedrosa me convidar para liderar o projeto. Mas ele renunciou… Foi aí que Brizola procurou-me no Rio de Janeiro para que juntos realizássemos um projeto estadual. O que o indivíduo Saidenberg omitiu em seu artigo na internet (que só tive conhecimento dia 13/06/08) foi que durante quase um ano, eu, José Geraldo Barreto, mantive a CETPA com meus limitados recursos financeiros. A oposição na assembléia gaúcha, liderada pelo deputado Cândido Norberto demorou a liberar verba aprovada para os artistas brasileiros tocarem o projeto de produzir estórias ou quadrinhos que retratassem nosso contexto. O senhor Villone que Saidenberg menciona, ex-ministro do governo argentino radicado em Porto Alegre, nos cedeu de graça seu escritório e gerenciou e estruturou a CETPA, de graça.

Quando o difamador se refere a importação de máquinas (que teria o aporte financeiro do BNDES) ela de fato aconteceu, mas as máquinas foram parar em São Paulo, nas Listas telefônicas e na Folha de São Paulo. Já instalada no poder, a ditadura cortou a verba destinada à cooperativa alegando que suas edições eram subversivas. Quanto aos figurões políticos que o injuriador se refere, eram eles meus amigos Hamilton Chaves (que o próprio Saindenberg enaltece), Ovídio Chaves seu irmão que compôs Prenda Minha, Josué Guimarães, gaúcho que deu vida a revista carioca A CARETA, Mário Quintana e Lupicínio Rodrigues, querido amigo, que por lá também passava. A tentativa de debochar do segundo gerente da CETPA é hilária. No trato com as finanças da CETPA o compara a uma “galinha que cuida da ninhada”, fato que não desabona nenhum gestor.

Saidenberg cuspiu no prato que comeu. Quando taxa Zé Geraldo de truculento fanfarão, certamente é porque procura denegrí-lo por motivo que só Freud explica. Apesar da falta da mão esquerda, seu colega desenhista foi boxer, lutou jiu-jitsu, participou de corridas automobilísticas e realmente nocauteou o tal grandalhão armado com um 38, ex-lutador profissional, como em seu artigo afirmou o próprio Saindenberg. Quanto ao “amarelar” diante do colega Shinamoto, é óbvio que o Zé, que ousou enfrentar Hélio Gracie, o maior lutador do Brasil de todos os tempos, não iria bater num colega, o “baixinho” Shinamoto,  como o chamou Saindenberg.

O que vale é a importância de Zé Geraldo nos quadrinhos nacionais. – Hércules Xavier, pesquisador, técnico em informática.

Resposta do Zé Geraldo ao artigo de Luiz Saindenberg, localizado em:

http://www.teorletal.oi.com.br/Pages/saidenberg1.html

http://www.teorletal.oi.com.br/Pages/saidenberg2.html

E sendo ambas as páginas hospedadas em http://www.teorletal.oi.com.br/index.html


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